No decorrer da Época Medieval, escreviam-se livros de linhagens com o objetivo de registar genealogias de famílias nobres, fazendo com que cada pessoa tivesse conhecimento acerca dos seus antepassados. Porém, os livros de linhagens acabavam por ser algo mais que isso. Pretendiam regular casamentos consanguíneos, assegurar os direitos hereditários de uma família nobre e até relatar episódios cómicos ou feitos heróicos, de modo a enaltecer um certo indivíduo. No entanto, o que mais se destaca nos livros de linhagens é, por vezes, a sua veracidade, pois nem sempre contava a verdade e realidade, sendo que não passavam por lendas.
Já as crónicas de Fernão Lopes, o primeiro historiador de Portugal, pelo contrário, tinham um objetivo diferente. As suas crónicas eram caracterizadas pela precisão e exatidão, embora simplicidade com as quais o autor pretendia escrever. Alcançava estas características pela longa procura de fontes de informações fidedignas, sendo este aspeto a principal preocupação de Fernão Lopes, a de poder comprovar as suas escrituras, correspondendo sempre à máxima verdade e realidade possível.
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